Técnicas de Estudo

COMO MANTER O CÉREBRO JOVEM E A MEMÓRIA RÁPIDA

REMÉDIO PARA MEMÓRIA

Para que? A memória humana é inatingível via medicamentos porque ela não é um local, mas uma função do cérebro. Isso é uma ótima notícia, pois você pode melhorar sua memória usando-a ativamente. Gosto de dizer que sou um ex-esquecido que ganhou o título de melhor memória do Brasil sem nunca ter tomado um único medicamento. Sou detentor do primeiro recorde brasileiro de memória apenas levando a minha memória ao seu limite máximo. Quanto mais você usa a memória, melhor ela fica, assim gostaria de dividir com você algumas dicas para manter seu cérebro sempre jovem:

O JOGO DA MEMÓRIA é um excelente exercício para melhorar sua concentração, ampliar sua percepção e descontrair sua mente. Jogue sempre que estiver preocupado, tenso, pois nestes casos ele se transforma numa excelente higiene mental e serve para pessoas de todas as idades.

AS PALAVRAS CRUZADAS tem o poder de manter seu cérebro sempre jovem. Fiz muito uso delas quando me preparei para o primeiro recorde de memória. Quando você tenta fechar os campos de uma página de palavra cruzada você sempre se depara com palavras, conceitos, ideias, nomes que não usava a muitos anos. Por exemplo, qual o nome do gato que persegue o Piu Piu num antigo desenho animado….? Resposta: Frajola. Lembrar-se de coisas que não pensava a muito tempo estimula a memória.

LEITURA CONCENTRADA é uma forma poderosa de manter o cérebro sempre jovem. Ok, você lê todos os dias é se considera uma pessoa esquecida! Eu sei que na escola fomos alfabetizados, mas aprender a ler de verdade significa transferir o texto do papel para a memória. Em meus seminários ensino uma técnica chamada leitura concentrada. Nela eu ensino os alunos a entrarem num estado de concentração para absorver com mais qualidade. O legal é que terminam a leitura do texto lembrando de muitos detalhes chegando a 70%.

ESCREVER é o exercício mais completo para rejuvenescer a memória. Você sabia que para escrever um bom texto com umas 50 palavras você tem que estimular uns 500 arquivos em sua memória? Por isso que os escritores imortais das academias de letras dificilmente perdem a lucidez. Não estou sugerindo que você tenha que ser um escritor profissional, todavia, ter o cuidado de escolher bem as palavras quando for produzir um pequeno texto faz com que você tenha uma alta estimulação da memória.

JOGO DE DAMA não é necessariamente um estimulador de memória. Quando você joga damas você estimula mais o raciocínio, a percepção espacial e a concentração. Claro que todas estas funções indiretamente privilegiam a boa memória, mas ele é mais indicado como ferramenta para o raciocínio mesmo. Quando faço apresentações com demonstrações de memória me preparo durante alguns dias jogando partidas de dama com o computador. É uma forma de deixar a percepção mais ativa.

O JOGO DE XADREZ depende totalmente da memória, mas assim como o jogo de damas, ele não é um exercício para a memória. Um campeão de xadrez é capaz de memorizar mais de 15 mil jogadas e por isso possui uma memória extraordinária, mas para jogadas de xadrez. Isso não significa que ele terá uma boa memória, por exemplo, para lembrar-se do aniversário da namorada. Xadrez é um jogo fantástico para o raciocínio e a inteligência, por isso deveria ser adotado como ferramenta didática em todas as escolas brasileiras. Já joguei xadrez muitas vezes, mas confesso que hoje, em função das minhas atividades e falta de competidores, tenho jogado muito pouco. Além disso, uma boa partida não dura menos que uma hora, então eu lamento que o tempo não me permite usar mais esta forma de preservar o cérebro, mas encorajo a todos os que podem fazer uso.

O GÊNIUS, brinquedo de memória que fez sucesso na década de 80, está voltando com força máxima através dos aplicativos de celular. Eu gosto muito de jogar principalmente no período da manhã, quando depois de uma bela noite de sono o cérebro se encontra descansado, neste período já consegui memorizar sem técnica mnemônica, pois existem técnicas para isso também, mais de trinta sequências de sons. No final de um dia de trabalho, por causa do esgotamento mental, esse número cai pela metade.

ESTRATÉGIAS DE MEMORIZAÇÃO estão no ápice das formas de deixar seu cérebro jovem. Antes de inventarem o alfabeto, em 1700 a.C, as pessoas transferiam conhecimento através da fala, da explicação. Nessa época em que a cultura era oral, as pessoas inventavam técnicas mnemônicas para segurar na memória assuntos políticos, sociais e religiosos. Estima-se que nessa época as pessoas tinham memória 500 vezes melhor do que a nossa. Minha vida hoje se resume em ler, escrever e ensinar técnicas de memorização. Consegui validar meus métodos conquistando o título de melhor memória do Brasil e gosto de mostrar para outras pessoas que elas também possuem o mesmo potencial.

Se desejar conhecer as minhas estratégias de memorização entre no meu site http://renatoalves.com.br/curso_online.php

Boas lembranças,

Renato Alves Memorização

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5 DICAS PARA APROVEITAR AO MÁXIMO AS VÍDEO AULAS

A educação à distância (EDA) permitiu a democratização dos estudos. Por causa dela muitas pessoas voltar a sonhar com a graduação, continuidade dos estudos ou com a volta aos estudos depois de anos longe das salas de aula. Mães com filhos pequenos, dificuldade de acesso aos centros acadêmicos, economia com tempo e deslocamentos nos trânsitos caóticos são apenas alguns dos problemas que a EDA solucionou.

Ao passo que as pessoas passaram a aderir a este novo método de aprendizagem, começaram também a surgir dúvidas de como tirar o máximo proveito das vídeo aulas. Então preparei algumas dicas especiais que farão você aproveitar melhor o tempo, o investimento e o rendimento nos estudos.

1) Vídeo aula exige foco: Escolha um local e horário onde não seja interrompido. Não dá para assistir a aula de direito civil com aquele professor hiper formal próximo a uma TV passando a trama da novela das 9. É pedir para perder foco.

2) Assista a aula de pé: Vídeo aula não é como os vídeos de humor do Porta dos Fundos, por isso possível que você sinta sono nos primeiros 2 minutos de aula. Conteúdo acadêmico dá sono mesmo, então tire a cadeira de lado e assista o vídeo de pé. Fiz várias experiências para provar esta tese. Ao ficar de pé, imediatamente teu cérebro cortará o sono e você ficará bem mais alerta. E não cansa, eu lhe garanto. Dou seminários de 8 horas de pé e termino numa boa.

3) Dê um STOP no professor: A grande vantagem da vídeo aula é poder controlar o professor. Assim, sempre que ficar com alguma dúvida, pare, volte, reprise, você pode fazer isso quantas vezes for necessário. Não tem como não aprender.

4) Explique e anote: A cada pausa estratégica, faça uma confirmação do conteúdo para estimular a memória. Explique para si mesmo o que estiver aprendendo para estimular seu córtex cerebral a formar novas sinapses e fortalecer a memorização. Escreva uma pequena nota resumindo o que aprendeu, será o equivalente a uma caneta marca texto no conteúdo do vídeo, o que também ajudará na memorização.

5) Revise: Você assistiu a aula, transferiu o que era importante para a memória operacional e fez anotações no papel. O que tinha que extrair do vídeo já extraiu. Agora resta criar uma memória de longo prazo revisando suas anotações. Neste caso crie um plano de revisão (tem ótimas dicas no meu Livro/Box “Não Pergunte se ele Estudou”) e forme memórias permanentes que o ajudarão a lembrar-se de tudo nas provas.

Agora ligue o vídeo e boa aula.

Renato Alves é Preparador Mnemônico, autor e recordista brasileiro de memória
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Novo evento em Indaiatuba

Olá! Como está sua mente hoje?

Estamos em plena campanha de divulgação do Seminário Aprendizagem Acelerada com o Prof. Renato Alves.

O Seminário não é simplesmente uma apresentação com varias ideias mas um evento em que cada participante aprende métodos de aprendizagem acelerada, desenvolve novas atitudes e principalmente treina ao vivo, recebendo ferramentas para utilizar posteriormente e aplicá-las no dia-a-dia, não somente nos estudos, na empresa ou carreira mas também em suas vidas pessoais.

Os métodos mnemônicos do professor Renato Alves são conhecidos em todo o Brasil e já foram assistidos por mais de 500 mil pessoas. São únicos, porque além do mesmo ser recordista nacional de memorização é também um estudioso da mente humana com mais de 5 livros publicados.
Entre no site www.renatoalves.com.br ou assista o link:

Programação Completa

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A importância do Revisor

“HJE É UN DIA INSPECIAL!”

Dizem que revisor é caçador de distrações. Mas na verdade é um profissional altamente qualificado que trabalha nos bastidores de jornais e editoras. É ele que garante a qualidade dos textos literários e jornalísticos que saboreamos todos os dias. É uma espécie de Coaching Ortográfico que todos nós um dia deveríamos experimentar.

Sou um cara de sorte. Se é verdade que Deus coloca as pessoas certas em nossos caminhos, então fui privilegiado ao ter a sorte de trabalhar por mais de 10 anos com um revisor profissional, Sr. Innocente Chiaradia. Ele foi meu chefe e hoje é um grande amigo ao qual devo muito de minha qualidade como autor.

Lembro-me das minhas primeiras aventuras no exercício da escrita. Eu entrava em sua sala com um calhamaço de papel pedindo uma revisão e dias depois ele me devolvia recheados de anotações marcadas com o vermelho típico das canetas Bic. Ele fazia questão de, calmamente, me explicar cada das suas observações, página por página. Confesso que naquelas horas minha vontade era de cavar um buraco e me enfiar dentro.
Mas o “seu Innocente”, como gostava de chamar, era gentil, e me dizia com toda delicadeza que todos aqueles erros eram meros “erros de digitação” atribuídos a esses “teclados pequenos, modenos…”. Ele sutilmente me iludia para tirar o foco daquilo que na verdade não passava de uma grande “limitação gramatical” que emperrava meu cérebro.

Mas passaram-se os anos e evidentemente eu soube aprender com meus erros. Hoje sou autor de seis livros que somados já ultrapassaram 250 mil cópias. O mais recente, Faça seu Cérebro Trabalhar para Você – Editora Gente é o ápice da minha carreira de escritor. Ele foi lançado em fevereiro desse ano e traz um Renato Alves muito mais preparado, capaz de fazer um texto bem mais envolvente, objetivo, criativo e didático.

Tenho recebidos ótimos feedbacks do novo livro e isso é prova de que eu realmente amadureci como escritor. Mas um escritor nunca está totalmente formado e por isso acho que tenho muito que melhorar. Dizem que escritor é como um bom vinho. Quanto mais envelhecemos, melhor ficamos…

O convívio e a influência de um bom revisor me fez pular algumas etapas. Hoje eu consigo produzir um texto, digamos, degustável, sem ter envelhecido tanto assim. Mas devo minha qualidade de autor ao convívio que tive com um revisor profissional. Por isso deixo aqui meus parabéns ao guru, coaching, amigo, Sr Innocente e a todos os revisores de todos os jornais e editoras do país.

28 de Março, dia do Revisor.
Parabéns pelo seu trabalho, parabéns pelo seu dia!

by Renato Alves.
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Como será o futuro da memória

Como será o futuro da memória

by Renato Alves

Imagine-se num parque de diversões. Os brinquedos são rústicos, os ferros estão tomados pela ferrugem, as crianças não se animam a brincar. O parque fica no centro de uma grande cidade numa praça repleta de enormes e frondosas árvores plantadas na época da inauguração, no final do ano 2012. O cenário é o ano 2083.

É manhã. Você está sentado num banco e seu olhar fixo parece observar algo ou alguém entre as árvores. De repente a sua concentração é desviada, seus pensamentos são interrompidos por uma voz:

“O que você achou desta nova invenção?”

Quem faz a pergunta esta de costas sentado num brinquedo, desses, de girar. Mesmo de costa você percebe que se trata de um homem, calvo, magro, usando Jeans, tênis e camiseta. Porém, a voz não é masculina é feminina, suave, boa de ouvir. Mais estranho ainda é o fato de que a voz daquela pessoa não entra pelos seus ouvidos, ela vem de dentro da sua mente.

“É um aplicativo revolucionário, não acha?”

O homem dá um impulso com a perna esquerda fazendo o brinquedo girar para direita, permitindo ver seu rosto. É familiar. É Steve Jobs, o fundador da Apple. O criador do computador pessoal, facilitador da alta tecnologia, o inventor do iPod, iPhone e do iPad. O mago da inovação está sentado bem ali, na sua frente, conversando com você, mas de sua boca não sai qualquer som, a voz simplesmente surge em sua mente.

“É a minha nova invenção.” – diz. “Um aplicativo que permite escolher a voz de celebridades do passado num banco de dados com nomes como Oprah Winfrey, Bruce Willians, Jim Carey ou Madona. São mais de três mil vozes para modelar. O aplicativo é gratuito, você pode baixá-lo agora mesmo em seu iMind.”

O iMind é sucesso desde 2062. Trata-se de um nano chip implantado na retina dos olhos e conectado diretamente ao cérebro através do nervo ótico. É a versão contemporânea do seu tataravô, o iPad, com a vantagem de não precisar manuseá-lo com as mãos. O iMind é subordinado ao pensamento. Tudo surge na frente dos olhos, basta pensar. O sucesso e a evidente utilidade do nano chip conectado ao cérebro é tamanho, que 90% da população mundial já o tem implantado e o utilizam sem dificuldades. Os idosos de 2082 foram os bebes que em 2012 manuseavam tablets e smartfones.

Na praça havia muitas pessoas, mas estava silenciosa. Jovens, adultos, crianças, homens e mulheres, todos em completo silêncio. Um silêncio perturbador. Num banco do outro lado da área dos brinquedos havia uma menina com um lindo vestido branco. Seu rosto estava sério, ela parecia concentrada. Os olhos fixos, bem abertos pareciam olhar para algo distante. Próximo a ela havia um garoto de uns quatro anos de idade. Ele estava sentado na calçada com os pés descalços pisando na areia. Ele também estava sério, imóvel e também apresentava um olhar fixo voltado para algum lugar. Ao seu lado, sentada num banco e igualmente imóvel estava sua babá. Ela olhou para o garoto e sem dizer uma única palavra ele se levantou, tirou a areia dos pés a ambos foram embora. A atmosfera misteriosa e o estranho comportamento daquelas pessoas o deixa intrigado. Jobs, notando sua curiosidade comenta:

“O maior problema continua sendo a falta de empatia.”

“Há algumas décadas, cientistas descobriram que o produto da alteração química e estímulos elétricos cerebrais geravam ondas eletromagnéticas passíveis de medição. Eles notaram que de alguma forma tais ondas eram interceptadas pelos cérebros de outras pessoas. Nossos cientistas descobriram como decodificá-las. Criamos aplicativos para comunicação mental que modificaram o comportamento humano. Com o iMind qualquer profissional pode, com autorização, entrar na mente de qualquer pessoa e oferecer produtos, serviços e aconselhamento. Redes sociais e empresas de entretenimento saíram na frente possibilitando farta conexão entre os bilhões de humanos. Os novos aplicativos de comunicação mudaram de tal forma a maneira como as pessoas interagiam que percebeu-se que não era mais necessário falar. Isso foi há apenas uma década, hoje os cientistas já encontram casos de jovens sofrendo alteração na fisiologia das cordas vocais. As pessoas se aproximaram virtualmente e se afastaram física e afetivamente. Foi por isso que criamos este sistema de alteração do tipo de voz. É para quebrar o gelo, para gerar empatia.”

Perplexo, você olha para as pessoas ao redor e entende a razão daqueles olhares fixos e distantes: todas elas estavam conectadas acessando os aplicativos do iMind. Jobs continuou:

“Hoje, graças ao poder de integração máquina-cérebro, as pessoas são menos agitadas e mais focadas. No começo do século a ciência investigava a dificuldade de foco das crianças. Era comum encontrar jovens tomando medicamentos para o controle do que chamavam de TDAH (transtorno de déficit de atenção e hiperatividade). Hoje, nossos jovens ficam o tempo todo conectados realizando tarefas, pesquisando, jogando ou interagindo com sua lista de contatos. Se no início do século as pessoas se queixavam de falta de concentração, hoje temos seres humanos altamente concentrados.”

“Nossos jovens ficam mais tempo dentro de casa e não precisam mais frequentar escolas. Temos sistemas completos de alfabetização instantânea no iMind. Os pais não precisam brigar, exigir ou se preocupar com notas até porque não existem mais escolas, as últimas foram extintas há uma década. Num mundo onde tudo pode ser aprendido virtualmente com um simples pensamento, as pessoas praticamente nascem alfabetizadas. Basta olhar fixamente para uma montanha, um monumento, folha de uma árvore, inseto ou qualquer parte do céu que algum aplicativo do iMind iniciará uma aula completa com mais didática do que qualquer professor pode atingir. Universidades viraram cursos de aperfeiçoamento e aplicação de teorias. Para ingressar nestas universidades nossos filhos não são avaliados pelo que sabem – pois qualquer pessoa tem a acesso irrestrito a tudo – mas pelo que fazem com o que sabem.”

“E o que aconteceu com a memória humana?”
“As pessoas não usam mais a memória?” – você pergunta.

O sorriso de Jobs desaparece e em seu lugar surge uma expressão tensa. A testa enruga e os olhos se movem de um lado a outro travando um diálogo interno. Na verdade Jobs pesquisa a resposta em sua memória, não na natural, mas numa grande base de dados chamada “Conhecimento Humano”.

“Não usamos mais a memória. Hoje as pessoas se abastecem da mesma fonte, de uma memória coletiva, acessível a todos. O romantismo do passado, o saber de cor letras de músicas, poesias, histórias foi engolido pela necessidade de sermos práticos, rápidos, produtivos. O ser humano atingiu o ápice do conhecimento, todas as perguntas foram respondidas e todas as respostas estão disponíveis a quem quiser acessar. Basta você se concentrar, pensa num tema e um orador virtual surge diante dos seus olhos. Este orador especialista transfere para você o conhecimento solicitado. Nós não precisamos mais da memória. Nossos cérebros aprenderam a se ajustar. O progresso matou velhas e criou as novas conexões.” – Concluiu Jobs.

Você se levanta do banco e fica de pé. Esfrega as mãos. Elas estão frias. Você as aproxima da boca, como um gesto de oração, pensa sobre tudo o que Jobs disse e se lembra do “orador virtual”. Você levanta o rosto e foca seu olhar diretamente nos olhos dele. Jobs começa a sorrir. Ele leu seus pensamentos, sabe qual é o comando. A imagem do corpo dele começa a tremer e distorcer como uma imagem de televisão quando perde o sinal.
Jobs desaparece.

by Renato Alves – Preparador Mnemônico
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O melhor Remédio para Memória

Existe uma histeria coletiva de pessoas em busca de remédios para memória. Muitos são jovens, profissionais ativos, com a memória saudável, mas que recorrem a bebidas energéticas e estimulantes como cafeína, ginseng, pó de guaraná com o objetivo de aumentar o desempenho da memória e conseguirem lidar com excesso de informação.

Há também um grupo de pessoas que desejam drogas ou tratamentos para evitar esquecimentos. Mas como não existe uma pílula que faça lembrar, por exemplo, do horário de uma reunião ou que hoje é o dia de levar os filhos na escola, essas pessoas investem muito dinheiro em aparelhos eletrônicos. Sim, as maravilhas eletrônicas nos permitem lembrar-se de compromissos e tarefas, possibilitam conectamos softwares de sincronização de dados e acessar informações pessoais de qualquer dispositivo, em qualquer parte do planeta. Mas tudo isso nos leva ao risco da dependência.

Eu tenho uma proposta melhor para você. A minha proposta é que você não entre nesta neurose de achar que a sua memória está ficando ruim. Faça um curso de memorização, mas escolha um bom profissional, e verifique como existe uma ótima memória dentro de você.

Um grande abraço.

Renato Alves./

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Jovens com futuro promissor

Olá pessoal.

Um dos meus alunos aqui em Vitória da Conquista foi jovem de 14 anos chamado Emmanuel. Ele é proprietário de uma empresa de marketing chamada “Novo Olhar” e foi fazer o curso de memorização para melhorar mais ainda a qualidade do seu trabalho. Ele está construindo uma carreira de sucesso.

Quantos jovens com mais de 14 anos estão perdidos. Música, games, sexo, balada são palavras comuns em seus vocabulários. Culpa do governo? Provavelmente, não! Dos amigos, talvez! Mas a maior culpa é dos pais que não ensinam diretrizes valiosas. Resultado: Jovens sem ambição, cheios de sonhos, mas sem ímpeto de realizá-los.

O Brasil é um oceano de oportunidades. Jovens, aproveitem este momento. Leia, estude, pesquise “cases” de jovens de sucesso. Assista cursos (tem muitos, inclusive gratuitos oferecidos pelo Sebrae), veja vídeos na internet, participe de workshops e mude o seu futuro. Conhecimento nos possibilita lançar “Novo Olhar” para o mundo.

Como diz o ditado: “Enquanto alguns choram, outros vendem lenço”.

EM QUE CATEGORIA VOCÊ SE ENCONTRA?

by Renato Alves Memorização

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“KNOW BY HEART” – A BASE DA DECORÉBA

“KNOW BY HEART” – A BASE DA DECORÉBA

“KNOW BY HEART”, saber de cor ou saber de coração é uma expressão inglesa. É o dizemos quando o conhecimento parece estar impresso nas camadas mais profundas da memória. São as lembranças que nunca esquecemos. Amarrar o cordão do sapato, dar um nó na gravata, as multiplicações da tabuada, a oração que fazemos na igreja ou a letra daquela música da Xuxa que cantávamos repetidas vezes quando o “Show da Xuxa” era o supra-sumo da década de noventa.

Criei três técnicas de revisão de matérias ou procedimentos de trabalho e adaptei outras duas que já existiam. Uma dessas técnicas chamei de revisão semanal. A técnica consiste em revisar (ou repetir, se preferir) uma vez por semana durante dois meses. Fiz o teste revisando alguns pensamentos de Ralph Waldo Emerson. O processo foi disciplinado: eu revisava os textos uma vez por semana durante dois meses. Fiz isso também com alguns textos jurídicos e o resultado dessa disciplina é hoje posso recitá-los perfeitamente, sei tudo de cor.

Nos meus estudos observei que nesses intervalos eu produzia a estimulação da rede neural e reforçava meus traços de memória (memória de longa duração). Tenho recomendado em meus cursos que se faça esse tipo de repetição como preparação para provas bimestrais. Se, após a aula, você garantir que houve aprendizado, fizer uma revisão dentro de 24 horas depois uma vez por semana ao longo de 2 meses, não precisará estudar para prova, provavelmente conseguirá tirar uma boa nota e, melhor do que tudo isso, se lembrará de tudo por muito tempo evitando gastos extras com cursinhos preparatórios.

Saber de cor é lembrar pela memória de longa duração. É um evento físico. Os traços na memória gerados pela repetição sistemática de um mesmo comportamento ou informação deixando marcas em nossa rede neural. É possível que daqui a uns 80 anos, se ainda estiver vivo, você se lembre perfeitamente do “Doce, doce, doce. A vida é um doce a vida é mel” ou que ainda cante para os seus netos o bizzaro “Eu quero tchu, eu quero tcha…” Acredite: isso será um ótimo sinal.

Tenho mais algumas dicas de como funciona a memória de longa duração para revisão de conteúdo e as outras quatro técnicas de revisão para estudo de matérias extensas e revisão de procedimentos de trabalho. Se desejar conhecer mais sobre o assunto, leia o meu livro “O Segredo dos Gênios” ou participe de um dos meus seminários.

Mais informações: www.renatoalves.com.br

Sucesso Sempre

Renato Alves.


Pessoas inteligentes dormem mais tarde

Estudantes sabem bem como é passar noites em claro. Alguns, inclusive, acreditam que a madrugada é um dos melhores momentos do dia para estudar. Isso é, possivelmente, um sinal de que essas pessoas são mais inteligentes que aquelas que dormem cedo.

Uma pesquisa de Satoshi Kanazawa, especialista em psicologia evolucionária na Universidade de Economia e Ciências Políticas de Londres (LSE), afirma que pessoas com QI mais alto geralmente adormecem próximo de 1h44, cerca de uma hora mais tarde que as pessoas com QI menor. Com 20 mil pessoas extensivamente pesquisadas para entender a relação entre os padrões de sono e inteligência, foi descoberto que ficar acordado até mais tarde é sinônimo de curiosidade, vitalidade intelectual e complexidade cognitiva.

A teoria de Kanazawa é de que os ancestrais humanos eram tipicamente diurnos e mais ativos durante esse período, já que a presença do sol regulava seus hábitos. A eletricidade e diversos fatores contribuiram para um preferência evolutiva nos indivíduos mais inteligentes de se sentirem mais estimulados durante a madrugada.

Fontes: Super Interessante e Winnipeg Free Press

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Procrastinação é um distúrbio crônico e prejudicial, mas fácil de ser vencido.

Procrastinar é algo de que pouco se fala, mas que muito se faz. Embora “embromação” possa ser um de seus quase sinônimos populares, a procrastinação vai um pouco além disso. É um comportamento crônico nocivo, embora muito comum.

É aquele hábito de deixar tudo para depois: uma tarefa “chata”, os estudos, o regime alimentar, as práticas físicas, o abandono de um vício, passar a economizar – coisas que sabemos que precisamos fazer, mas que, por inúmeras razões, ficamos adiando; muitas vezes nos enganando com desculpas frágeis e, não raro, falsas.

O procrastinador é alguém faz várias coisas ao mesmo tempo, exatamente para não fazer aquilo que realmente deve ser feito. Quando pensa no que de fato tem de fazer, sente-se preso e sem reação.

As consequências não raro são danosas, especialmente a longo prazo, quando, olhando pra trás, se percebe quanto tempo foi jogado fora por falta de ação objetiva.

Ao deixar de cumprir certas obrigações, decepcionamos alguém e perdemos credibilidade e oportunidades. Isso se percebe claramente na vida conjugal, no convívio familiar e na carreira profissional. Depois ficamos observando a trajetória de outras pessoas, que entraram em forma, ganharam conhecimentos e avançaram profissionalmente.

Quando vejo pessoas querendo empreender grandes mudanças de imediato, sei que estou diante de um procrastinador, porque ele fica inativo por muito tempo e, depois que percebe nos outros o quanto não evoluiu, resolve mudar tudo de uma vez.

É óbvio que não vai conseguir, porque as nossas grandes realizações são conquistadas aos poucos.

Desse modo, novamente derrotada, essa pessoa tende a desanimar e voltar a procrastinar novamente, repetindo um ciclo fadado à infelicidade.

Enquanto procrastina, a pessoa vai absorvendo estresse por uma oculta sensação de culpa, sentindo a sua perda de produtividade e cultivando vergonha em relação aos demais, por não conseguir cumprir seus compromissos.

A formação de um “enrolador” muitas vezes começa na infância. Crianças podem tornar-se procrastinadoras no futuro por conta do tratamento que recebem dos adultos. Daí a conveniência de revermos constantemente as nossas crenças, para nos livrarmos de influências negativas que adquirimos ao longo da vida.

Duas das vertentes mais clássicas são:

- A criança extremamente protegida, condicionada a achar que sempre alguém fará por ela. Quando adulta, ela tenderá, inconscientemente, a sentir-se insegura para agir, por não ter alguém auxiliando-a.

- A criança que é exageradamente cobrada. Ela pode desenvolver a característica do perfeccionismo. Assim, ela tende à procrastinação por acreditar que, mesmo se dedicando, não conseguirá realizar as coisas de modo primoroso – e acaba postergando tudo o que acha importante.

Tratamento
A procrastinação crônica é quase sempre associada a alguma disfunção psicológica ou fisiológica. Portanto, é passível de tratamento.

Quando recebo pacientes procrastinadores, incluo no tratamento algumas recomendações que ajudam muito a livrá-los dessa anomalia. Eis algumas:

- Reconheça, quando está enrolando, que pode haver mais dor em procrastinar do que em realizar a tarefa. Muita coisa é menos complicada do que parece ser.

- Não deixe aquele afazer chato por último, para que ele não se torne urgente e o apavore ainda mais.

- Experimente a sensação de alívio e o fortalecimento da auto-estima após concluir uma tarefa e perceba que livrou-se dela de maneira positiva, enfrentando-a.

- Para encorajar-se, pense no que vai deixar de ganhar ou no que pode perder caso não realize essa atividade. Se puder escrevê-las e avaliá-las seriamente, melhor.

- Se a tarefa for muito trabalhosa, divida-a em partes e vá realizando uma a uma, com um pequeno intervalo entre elas, e comemorando (sim!) a última concluída.

- Abra-se para o novo, deixando de agarrar-se às velhas experiências e crenças. O passado não volta mais; o presente é continuamente feito de novos desafios e o futuro é construído passo a passo pelas ações do presente.

- Quando perceber que está querendo procrastinar de novo, proponha-se a atuar por apenas alguns minutos na ação que está tentando evitar. Pode ser que você perceba que não é tão desagradável quanto pensava e venha a vencê-la (touché!).

- Caso lhe seja por demais desagradável, dê-se uma pausa e passe a fazer algo útil (não pare de agir), mas determine quando voltará ao assunto pendente.

A principal vitória é vencer a procrastinação em si. Trata-se de uma vitória para a vida inteira, como a daquela criança que um dia perde o medo do escuro.

* Alessandro Vianna é psicólogo clínico e sente um enorme prazer em estudar e entender o comportamento humano.

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